Como a imaginação não tem limites neste blog podem ver desde receitas, artesanato a uma panóplia de coisas

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Dez 08

 

Tenho andado ausente porque este Natal eu e o meu marido recebemos uma prenda antecipada: uma menina de um ano que é um amor. Fala-se tanto na burocracia e no tempo de espera que os serviços de adopção exercem sobre os futuros pais. Pedia a todos que se informem sobre a adopção antes de falar para não se cair na leviandade tão portuguesa de dizer mal de tudo. Posso dizer que o nosso processo de adopção demorou 7 meses. Mas nós não descriminamos nem o sexo, nem a raça, nem a idade da criança por acharmos que o amor não tem cor, nem idade, nem sexo. Ao longo desses 7 meses fomos acompanhados pela psicóloga, Sandra e pela assistente social Paula, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a quem deixo aqui o meu agradecimento por todo o apoio que nos deram e continuam a dar. Para quem não sabe nem todos os candidatos a papás possuem capacidades para adoptar uma criança. Cabe aos serviços de adopção através de muitas conversas e testes perceber a idoneidade e os motivos desses candidatos. Aquilo a que várias pessoas chamam burocracia eu denomino de profissionalismo destes serviços.
                A nossa filhota estava a viver na Ajuda de Berço. Graças à dedicação de diversas profissionais e voluntárias a nossa bebé, tal como tantas outras crianças, é feliz. Pudemos verificar, durante os dias que lá passámos, o amor e o tempo que estas pessoas dedicam às crianças. Obrigada à Cátia e a todas que cuidaram da nossa menina.

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