Como a imaginação não tem limites neste blog podem ver desde receitas, artesanato a uma panóplia de coisas

21
Abr 09

Este post foi escrito pelo Jorge, no blog http://oqueeojantar.blogs.sapo.pt

 

Serve para demonstrar que há muito a fazer pelas crianças que estão aptas para a adopção. O caso relatado pelo Jorge é chocante e não é o o único infelizmente

 

"Hoje se calhar era um bom dia para estar calado, só que há um pequeno problema, eu não sei estar calado.... especialmente quando se trata de coisas que me revoltam.

 

Já todos ouvimos a lenga lenga de que os candidatos à adopção são uns desnaturados, só querem bebes, de preferência brancos, de olhos azuis e parecidos com eles. É claro que há  gente assim, mas também há muito boa gente que não é assim....

 

Há uns dias recebi um email em que alguém falava de uma criança mais velha que está num centro de acolhimento e para a que não há candidatos, como eu, muitas mais pessoas receberam esse email e de imediato apareceram candidatos para aquela criança, mais que um até. Estou a  falar de pessoas que passaram por um processo de avaliação e que estão à espera, como estou eu e outros milhares de candidatos neste país.

 

Ora, se temos uma criança que está à espera de uns pais e não há quem os encontre, uns pais que estão à espera de uma criança e que até aceitam aquela, o que pode correr mal? Bom, o que pode correr mal é a segurança social deste país, que além de não fazer o seu trabalho, que é encontrar uns pais para a criança, tenta impedir que aqueles pais que estão dispostos a ficar com ela, o façam. Sim, leram bem, há assistentes sociais que tentam impedir que aquela criança fique com aqueles pais.

 

Há pessoas neste país que brincam a ser deus, elas acham que podem decidir quem pode ficar com quem, e aí de quem tente sair um pouco do esquema..... As assistentes sociais não tinham ouvido falar daquela criança, por tanto ela não existe, e nem se preocupam em averiguar se existe ou não, para elas aqueles pais não tem direito a ela...mesmo que a mesma segurança social diga que não há outros candidatos dispostos a a adoptarem. Quem deu direito a esta senhoras a brincar aos deuses?

 

Estas coisas revoltam-me e assustam-me, porque eu não sei como reagiria numa situação destas, tal a revolta que sinto...e a verdade é que como candidato à adopção, eu estou sujeito a que me aconteça.... porque há pessoas que brincam a ser deus.....e depois há quem fale de listas nacionais.... tretas, se existisse uma lista nacional, elas teriam ouvido falar daquela criança e teriam visto se entre os seus candidatos havia alguém que estaria disposto a ficar com ela. O problema é que as assistentes sociais de cada distrito falam dos "seus" candidatos e das "suas" crianças. E andou o governo a mudar a lei e a pagar um balúrdio por uma lista nacional..... tretas!

 

Jorge

 

publicado por Susana às 17:37
sinto-me: chocada

14
Abr 09

Vejam o blog da Alex

 

http://4alex-why-not.blogspot.com/

 

Mãe dos G's, de 4 anos e que tem muito a dizer sobre adopção em Portugal

 

Aqui vai outro blog, com muita informação útil e tem publicadas experiências de vários casais

 

http://nosadoptamos.blogs.sapo.pt/8981.html

 

Não concordo inteiramente com algumas das opiniões manifestadas mas eu estou condicionada, obviamente, pela experiência positiva que estou a ter.

 

publicado por Susana às 15:38

13
Abr 09

 

Ontem o jornal Correio da Manhã publicava como manchete “80 crianças devolvidas a instituições” e o telejornal da RTP1, pelas 20:18, decidiu seguir o exemplo de mau jornalismo deste periódico e apresentou uma reportagem do mesmo tipo, supérflua, sem qualquer tipo de investigação. Os jornalistas limitam-se a apresentar estatísticas, sem qualquer tipo de contextualização e a entrevistar pessoas que, aparentemente, nada sabem sobre o assunto. Na verdade estão mais interessados no sensacionalismo de uma notícia como aquela de uma eventual mãe que abandona os seus 3 filhos, adoptados, no Brasil. O terrorismo das audiências e do tempo obriga a que não seja verificada a veracidade das informações. Quando é que os medias se interessam realmente pela adopção e pela forma como os serviços sociais respondem aos candidatos? Indigna-me que 80 candidatos a pais não tenham coragem para levar até ao fim os seus processos de adopção mas indigna-me muito mais que os futuros candidatos se dirigiam aos serviços sociais com um catálogo do filho que pretendem adoptar, como se dirigissem a uma loja.
Lamento que um canal público se limite a entrevistar uma única pessoa, um especialista da Missão Criança que afirma  que os candidatos apenas são entrevistados 2 ou 3 vezes. Por experiência própria posso afirmar que o processo não é feito desta forma. Durante 6 meses, fomos entrevistados várias vezes (tanto na Santa Casa como em nossa casa), fizemos diversos testes. É assim que funcionam as candidaturas. Quem são estes pretensos especialistas que a RTP cita que criticam a forma como os candidatos são escolhidos? Com certeza que os métodos de escolha dos funcionários dos serviços sociais não são infalíveis. Falham. Também é verdade que os médicos nem sempre acertam os seus diagnósticos. Também é uma certeza que nem sempre os psicólogos ou psiquiatras conseguem curar um doente.
Senhores jornalistas: façam uma investigação séria sobre a adopção. Entrevistem as pessoas que todos os dias se dedicam a arranjar pais às milhares de crianças institucionalizadas. Visitem os serviços de adopção da Santa Casa, as instituições que acolhem as crianças abandonadas. Entrevistem futuros pais e pessoas que tenham passado pelo processo. Vejam casos de sucesso e de insucesso. Não se limitem à frieza dos números nem à superficialidade de uma notícia que nada diz.

17
Dez 08

 

Tenho andado ausente porque este Natal eu e o meu marido recebemos uma prenda antecipada: uma menina de um ano que é um amor. Fala-se tanto na burocracia e no tempo de espera que os serviços de adopção exercem sobre os futuros pais. Pedia a todos que se informem sobre a adopção antes de falar para não se cair na leviandade tão portuguesa de dizer mal de tudo. Posso dizer que o nosso processo de adopção demorou 7 meses. Mas nós não descriminamos nem o sexo, nem a raça, nem a idade da criança por acharmos que o amor não tem cor, nem idade, nem sexo. Ao longo desses 7 meses fomos acompanhados pela psicóloga, Sandra e pela assistente social Paula, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, a quem deixo aqui o meu agradecimento por todo o apoio que nos deram e continuam a dar. Para quem não sabe nem todos os candidatos a papás possuem capacidades para adoptar uma criança. Cabe aos serviços de adopção através de muitas conversas e testes perceber a idoneidade e os motivos desses candidatos. Aquilo a que várias pessoas chamam burocracia eu denomino de profissionalismo destes serviços.
                A nossa filhota estava a viver na Ajuda de Berço. Graças à dedicação de diversas profissionais e voluntárias a nossa bebé, tal como tantas outras crianças, é feliz. Pudemos verificar, durante os dias que lá passámos, o amor e o tempo que estas pessoas dedicam às crianças. Obrigada à Cátia e a todas que cuidaram da nossa menina.

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